Ao ministrar aulas de teatro de fantoches, no Curso de Formação de Professores, no Instituto de Educação Carlos Pasquale, Elizabeth Cunha constatou que a linguagem das histórias infantis era inadequada para a finalização de seu trabalho, sendo, por isso, obrigada a fazer inúmeras adaptações. Passou, então, a criar seus próprios textos, capazes de dar conta da tarefa.

Assim surgiu a idéia do projeto escola para tentar suprir a citada lacuna existente e tornar viável a utilização dos fantoches, quer seja em creches, em escolas ou até mesmo nos lares, por todos que desejam orientar os pequeninos de forma lúdica e prazerosa.

Através dos fantoches, com facilidade são passadas orientações de higiene, de moral e de bons costumes. Também, por meio desse veículo, estimula-se a criança a desenvolver a imaginação, a criatividade, a orientação espacial e o aperfeiçoamento da percepção viso-motora.

Comprovadamente, as histórias criadas por Elizabeth Cunha são de agrado do público a que se destinam. Durante suas apresentações, as crianças vibram e participam e, no final, o folheto com o desenho dos personagens, é disputadíssimo por elas.

Até o momento, já assistiram as suas peças cerca de 80 mil crianças. Isto, somente a partir de 1995, quando passou a encená-las nas escolas.

Diante do que foi anteriormente exposto, acreditamos que o teatro de fantoches será de grande importância para aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos com o processo de educação.